O cérebro humano é um dos órgãos mais complexos e delicados do corpo. Qualquer interrupção no seu funcionamento pode ter efeitos devastadores. Por isso, muitas pessoas se perguntam quão perigoso é um derrame cerebral. E a resposta, embora dependa de muitos fatores, é contundente: um derrame cerebral pode ser uma das emergências médicas mais graves que existem.
O que é um derrame cerebral?

Um derrame cerebral, também chamado de acidente vascular cerebral (AVC), ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido. Essa interrupção impede que as células cerebrais recebam oxigênio e nutrientes, fazendo com que comecem a morrer em poucos minutos.
Existem dois tipos principais:
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AVC isquêmico: causado por um bloqueio em uma artéria cerebral, representa cerca de 85% dos casos.
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Ambos os tipos são potencialmente letais, portanto compreender quão perigoso é um derrame cerebral implica considerar as características de cada um e o tempo de resposta diante da emergência.
Por que é tão perigoso?
Para compreender quão perigoso é um derrame cerebral, é fundamental entender que o cérebro não tem capacidade de armazenar oxigênio. Ele depende totalmente de um fluxo sanguíneo constante. Quando essa circulação é interrompida, os neurônios começam a morrer rapidamente. Diferentemente de outros tecidos do corpo, as células cerebrais não se regeneram com facilidade.
Os danos podem afetar:
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A fala
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A mobilidade
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A memória
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A capacidade de raciocinar
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As emoções
E, nos casos mais graves, podem provocar coma ou morte em questão de horas.
Quão perigoso é um derrame cerebral se houver atendimento rápido?
O risco de um AVC está diretamente relacionado ao tempo. Existe uma janela terapêutica entre 4,5 e 6 horas a partir do início dos sintomas, na qual podem ser aplicados tratamentos como a trombólise (no caso de AVC isquêmico).
Por isso se diz que tempo é cérebro. Quanto mais se demora para agir, maior será a quantidade de tecido cerebral perdida.
Portanto, se você se pergunta quão perigoso é um derrame cerebral, a resposta varia de acordo com a rapidez com que a pessoa recebe atendimento médico.
Sinais de alerta que podem salvar vidas
Uma forma prática de identificar um possível derrame cerebral é por meio do acrônimo em inglês FAST:
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Face (rosto): um lado do rosto está caído?
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Arms (braços): consegue levantar os dois braços?
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Speech (fala): tem dificuldade para falar?
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Time (tempo): se você notar esses sintomas, ligue para a emergência imediatamente.
Saber isso pode fazer a diferença entre a vida e a morte, entre uma recuperação completa ou viver com uma incapacidade permanente. Por isso, não é apenas importante entender quão perigoso é um derrame cerebral, mas também saber como reconhecê-lo.
Complicações comuns após um derrame cerebral
Mesmo com uma intervenção médica rápida, os derrames cerebrais podem deixar sequelas duradouras:
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Paralisia ou fraqueza em um lado do corpo
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Alterações de linguagem ou afasia
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Perda parcial da visão
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Problemas de equilíbrio e coordenação
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Comprometimento cognitivo e emocional
Essas complicações podem exigir anos de terapia e reabilitação, e muitas pessoas não conseguem recuperar completamente a funcionalidade anterior. Isso explica quão perigoso é um derrame cerebral do ponto de vista da qualidade de vida.
Quem tem maior risco?

Existem fatores que aumentam significativamente a probabilidade de sofrer um derrame cerebral:
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Hipertensão arterial
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Diabetes
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Colesterol elevado
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Fibrilação atrial
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Tabagismo
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Consumo excessivo de álcool
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Sedentarismo
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Obesidade
Além disso, existem fatores não modificáveis, como idade, histórico familiar e sexo. Por isso, quanto mais fatores de risco se acumulam, mais perigoso se torna um possível AVC.
Prevenção: a chave para evitar a tragédia
Felizmente, até 80% dos AVCs podem ser prevenidos por meio de mudanças no estilo de vida. Aqui estão algumas recomendações:
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Controlar a pressão arterial
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Praticar atividade física regularmente
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Manter uma alimentação equilibrada
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Parar de fumar
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Dormir bem
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Realizar exames médicos periódicos
Com essas medidas, é possível reduzir significativamente o risco de sofrer um AVC e evitar ter que descobrir, na prática, quão perigoso é um derrame cerebral.
Conclusão
Quão perigoso é um derrame cerebral? Trata-se de uma condição potencialmente uma das mais graves, com alta taxa de incapacidade e mortalidade. O segredo para reduzir esse risco está em três pilares fundamentais: prevenção, detecção precoce e atendimento médico imediato.
Informar, educar e criar consciência na população é fundamental para reduzir o impacto dessa doença silenciosa, porém devastadora.
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