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composition & dosage ▸ ABOUT NeuroAiD is an oral treatment helping victims of strokes and traumatic brain injuries who suffer from established deficits to recover their functional independence in addition to rehabilitation therapies and exercises. Hiperparatireoidismo e sua relação com os acidentes cerebrovasculares
isquemia

O hiperparatireoidismo é uma condição na qual as glândulas paratireoides, localizadas no pescoço, produzem uma quantidade excessiva de hormônio paratireoideo (PTH). Esse hormônio é responsável por regular os níveis de cálcio e fósforo no organismo. Quando há excesso de PTH, os níveis de cálcio no sangue se elevam, o que pode provocar uma série de problemas de saúde, incluindo um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e acidentes cerebrovasculares (AVC). A conexão entre o hiperparatireoidismo e o AVC nem sempre é evidente, mas compreendê-la é fundamental para prevenir complicações graves.

O que é o hiperparatireoidismo?

Hiperparatireoidismo

O hiperparatireoidismo ocorre quando as glândulas paratireoides, que normalmente mantêm o equilíbrio dos níveis de cálcio, produzem mais hormônio do que o necessário, causando hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue). Existem dois tipos principais de hiperparatireoidismo:

  1. Hiperparatireoidismo primário: ocorre quando uma ou mais glândulas paratireoides estão hiperativas, aumentando a produção de PTH sem causa aparente. Essa forma está associada ao aumento do cálcio no sangue e é mais comum em adultos mais velhos.
  2. Hiperparatireoidismo secundário: é uma resposta compensatória a níveis baixos de cálcio no sangue e geralmente é consequência de outras doenças, como insuficiência renal ou deficiência de vitamina D.

O aumento sustentado de cálcio no organismo pode afetar diversos órgãos, especialmente os rins, os ossos e o sistema cardiovascular, aumentando o risco de doenças graves como o AVC.

Relação entre o hiperparatireoidismo e o acidente cerebrovascular

A relação entre o hiperparatireoidismo e o risco de acidente cerebrovascular está principalmente relacionada ao efeito do cálcio elevado nos vasos sanguíneos e na pressão arterial. A seguir, são descritos alguns dos mecanismos dessa relação:

  1. Hipertensão arterial: o aumento de cálcio no sangue pode favorecer a hipertensão, pois o cálcio influencia a contração dos vasos sanguíneos, o que eleva a pressão arterial e, consequentemente, o risco de sofrer um AVC.
  2. Calcificação dos vasos sanguíneos: o aumento de cálcio pode levar ao acúmulo de depósitos de cálcio nas artérias, conhecido como calcificação vascular. Isso endurece as artérias e reduz a flexibilidade dos vasos, tornando mais provável a formação de coágulos e aumentando o risco de um AVC isquêmico.
  3. Risco de formação de coágulos: o desequilíbrio de cálcio e de outros minerais aumenta a probabilidade de formação de coágulos no sangue. Se esses coágulos alcançarem o cérebro, podem obstruir um vaso sanguíneo e provocar um AVC.
  4. Dano a longo prazo no sistema cardiovascular: o hiperparatireoidismo também tem sido associado a um aumento do risco de arritmias cardíacas e doenças coronarianas, condições que aumentam indiretamente a probabilidade de um AVC.

Sintomas do hiperparatireoidismo

Os sintomas do hiperparatireoidismo variam de acordo com a gravidade da doença e o tempo em que os níveis de cálcio permaneceram elevados. Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

  1. Fadiga e fraqueza: pessoas com hiperparatireoidismo frequentemente apresentam cansaço excessivo e fraqueza muscular, o que pode limitar suas atividades diárias.
  2. Dor óssea e fraturas: a perda de cálcio nos ossos enfraquece o tecido ósseo, fazendo com que indivíduos com hiperparatireoidismo apresentem maior risco de osteoporose e fraturas.
  3. Problemas renais: a hipercalcemia pode levar à formação de cálculos renais e, a longo prazo, à insuficiência renal.
  4. Náuseas e perda de apetite: níveis elevados de cálcio afetam o sistema digestivo, causando desconforto gastrointestinal, náuseas e perda de peso.
  5. Alterações no estado mental: confusão, problemas de memória e, em casos mais graves, depressão e ansiedade.
  6. Sintomas cardiovasculares: como hipertensão e palpitações, que estão diretamente relacionados a um maior risco de AVC.

Esses sintomas geralmente são progressivos, e é importante identificá-los precocemente para evitar complicações graves, como o AVC.

Diagnóstico do hiperparatireoidismo

O diagnóstico do hiperparatireoidismo inclui uma combinação de exames laboratoriais e estudos de imagem. Entre os exames mais comuns estão:

  1. Exames de sangue: medem os níveis de cálcio, fósforo e PTH. O diagnóstico de hiperparatireoidismo é confirmado quando se observa um nível elevado de cálcio juntamente com níveis aumentados de PTH.
  2. Dosagem de vitamina D: como níveis baixos de vitamina D podem induzir um aumento compensatório de PTH, é importante medir essa vitamina para descartar o hiperparatireoidismo secundário.
  3. Ultrassonografia das glândulas paratireoides: utilizada para localizar glândulas aumentadas ou anormais que possam estar causando o aumento de PTH.
  4. Densitometria óssea: avalia a densidade óssea para determinar se o excesso de PTH está comprometendo o tecido ósseo.
  5. Eletrocardiograma (ECG): pode ser realizado para avaliar o impacto no sistema cardiovascular e determinar se existe algum risco adicional para o paciente.

Tratamento e manejo do hiperparatireoidismo para reduzir o risco de AVC

Hiperparatireoidismo

O tratamento do hiperparatireoidismo depende da causa subjacente, da gravidade dos sintomas e do risco de complicações. As opções de tratamento incluem:

  1. Cirurgia das paratireoides: no caso de hiperparatireoidismo primário, a paratireoidectomia (remoção de uma ou mais glândulas paratireoides) é a opção mais eficaz para reduzir os níveis de PTH e cálcio.
  2. Medicamentos para redução do cálcio: fármacos como os bisfosfonatos ajudam a reduzir os níveis de cálcio no sangue e podem ser úteis quando a cirurgia não é uma opção viável.
  3. Controle da pressão arterial: como o hiperparatireoidismo aumenta o risco de hipertensão, é fundamental monitorar e tratar a pressão arterial para reduzir o risco de AVC.
  4. Modificações na dieta e no estilo de vida: uma dieta com baixo teor de cálcio e rica em líquidos ajuda a controlar os níveis de cálcio. Além disso, a redução da ingestão de sódio e a prática regular de exercícios contribuem para a melhora da saúde cardiovascular.
  5. Suplementação de vitamina D e fósforo: em alguns casos de hiperparatireoidismo secundário, esses suplementos podem ser recomendados para equilibrar o metabolismo do cálcio e reduzir a produção de PTH.

Esses tratamentos ajudam a reduzir os níveis de cálcio e o risco de calcificação nos vasos sanguíneos, diminuindo assim a probabilidade de ocorrência de um acidente cerebrovascular.

Conclusão

O hiperparatireoidismo, especialmente quando não tratado, pode ter um impacto significativo no sistema cardiovascular e aumentar o risco de acidente cerebrovascular. A relação entre o hiperparatireoidismo e o AVC é mediada principalmente pela hipercalcemia e seus efeitos sobre a pressão arterial, os vasos sanguíneos e a formação de coágulos. Considerando que os sintomas do hiperparatireoidismo podem ser sutis e progressivos, é fundamental realizar um diagnóstico precoce e um tratamento adequado para prevenir complicações graves.

A compreensão e o manejo do hiperparatireoidismo, juntamente com o monitoramento regular da saúde cardiovascular, são fundamentais para reduzir o risco de AVC e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com essa condição.

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