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isquemia

A má memória pode ser uma parte normal do envelhecimento. À medida que as pessoas envelhecem, ocorrem mudanças em todas as partes do corpo, inclusive no cérebro.

Como resultado, algumas pessoas podem perceber que levam mais tempo para aprender coisas novas, que não lembram informações tão bem como antes ou que perdem coisas como seus óculos. Normalmente, esses são sinais de problemas leves de memória, não de problemas sérios de memória.

Mas situações do dia a dia, como ‘onde deixei minhas chaves?’, ‘o que eu comi ontem?’, ‘que memória ruim eu tenho, preciso anotar tudo!’… começam a se tornar comuns e nosso medo começa a crescer.

A terapia ocupacional é uma excelente ferramenta para reverter o deterioramento da nossa memória, especificamente aquela chamada de ‘curto prazo’.

Diversos estudos mostram que não nascemos com boa nem má memória, e que a perda de memória não está exclusivamente associada ao envelhecimento. Por isso, diante de frases ou afirmações como essas, o que devemos fazer é exercitar nossa capacidade de memória e evitar ou retardar seu deterioramento.

A reabilitação da memória, que é uma parte da reabilitação cognitiva, é uma atividade terapêutica que pode desempenhar um papel na recuperação das funções da memória ou permitir que o indivíduo se adapte às dificuldades.

Terapia ocupacionalPor isso, na terapia ocupacional, a intervenção que realizamos consiste em elaborar programas de atividades com o objetivo de prevenir e manter essa capacidade cognitiva, assim como compensá-la e restaurá-la quando ocorre seu deterioramento, causado por diferentes fatores, tais como diminuição da atividade, estresse, ansiedade, distúrbios do sono, depressão e surgimento de doenças como demência, AVC, Parkinson, Alzheimer, etc.

O que entendemos por memória?

A memória é algo mais complexo do que um simples processo mental. De forma geral, pode-se dizer que ela se encarrega da codificação, armazenamento e recuperação da informação.

Em outras palavras, a memória nos permite recordar acontecimentos, ideias, relações entre conceitos, sensações e, em suma, todos os estímulos que em algum momento vivenciamos.

Falamos de um processo mental que é fundamental para a aprendizagem e, portanto, vital para a adaptação do ser humano. A capacidade de aprender e recordar o que foi aprendido nos permite, entre outras coisas, ter uma melhor adaptação social.

A nível anatômico, podemos relacionar a memória ao hipocampo, mas o certo é que muitas áreas cerebrais estão envolvidas em um processo tão complexo como este. Podemos citar o córtex temporal, que armazena as memórias da infância; o hemisfério direito, que guarda o significado das palavras; os lobos frontais, que organizam a percepção e o pensamento; e até muitos de nossos processos automáticos, que estão localizados no cerebelo.

Técnicas para a melhora da nossa memória

Estratégia de repetição

Função básica: a retenção da informação. Consiste em pronunciar, nomear ou repetir os estímulos apresentados dentro de uma tarefa de aprendizagem.

É um mecanismo para manter a informação na memória de curto prazo para depois transferi-la para a memória de longo prazo, sendo este um processo superficial, pelo que a informação é retida principalmente durante um curto período de tempo.

Estratégia de seleção

O processo de construção do conhecimento consiste em relacionar a nova informação com os conhecimentos prévios armazenados na estrutura cognitiva. Para conseguir uma aprendizagem eficaz, é necessário ser capaz de separar a informação relevante da irrelevante.

Este é o primeiro passo em qualquer processo de aquisição de conhecimento: a seleção da informação ou dos dados relevantes com o objetivo de simplificar e reduzir sua extensão para que possam ser processados com maior facilidade e profundidade. As técnicas de seleção mais usuais são o resumo e o esquema.

Estratégia de organização

O objetivo é combinar, agrupar ou relacionar entre si os conteúdos informativos selecionados em uma estrutura coerente e significativa.

Quando em nossa memória de curto prazo nos deparamos com uma série de elementos ou ideias que carecem de organização, tendemos a impor essa organização antes de transferi-los para a memória de longo prazo. O agrupamento de palavras em categorias é uma característica comum do processo de memorização.

Esta estratégia consiste em agrupar, estruturar e conectar a informação classificando-a em unidades pequenas que mantenham uma relação coerente e semântica entre si. Trata-se de um processo mais profundo em termos de retenção da informação, ao mesmo tempo que facilita uma recuperação mais eficaz.

Estratégia de elaboração

A elaboração consiste em relacionar os novos conteúdos que se aprendem com os conhecimentos prévios armazenados na memória, com o objetivo de facilitar a retenção e a recordação.

A importância da terapia ocupacional

A intervenção realizada pela terapia ocupacional é direcionada, como já foi comentado em outras ocasiões, a manter o melhor desempenho ocupacional possível na vida diária do paciente pelo maior tempo possível.

Terapia ocupacionalSua importância reside em fornecer estratégias aos pacientes para compensar os déficits que possam encontrar em seu dia a dia, ao mesmo tempo em que se trabalham os diversos componentes e tipos de memória para melhorar sua função.

Em primeiro lugar, realiza-se uma avaliação inicial. O objetivo dessa avaliação é compreender o que o paciente demanda, o que precisa, o que deseja fazer, o que pode fazer e quais dificuldades apresenta para poder atender às suas demandas com sucesso. Os resultados dessa primeira avaliação estabelecem as bases para o desenvolvimento do processo de intervenção.

Entre alguns dos instrumentos padronizados para realizar essa primeira avaliação, temos:

  1. Mini exame cognitivo de Lobo (MEC)
  2. Escala de depressão geriátrica de Yesavage (GDS)
  3. Teste de Memória Comportamental de Rivermead III

Uma vez obtidos os resultados da avaliação inicial, passamos a planejar o programa de intervenção, no qual são desenhadas atividades principalmente relacionadas à vida diária do paciente. Para isso, utilizamos, na medida do possível, todos aqueles objetos que o paciente usa em sua rotina e que lhe permitem ter autonomia.

Atividades

A seguir, você verá algumas das atividades que podem ser propostas no programa de treinamento para melhorar a memória aplicado pela terapia ocupacional. Como já mencionamos em outras ocasiões, é fundamental para nós desenvolver as atividades de acordo com as capacidades e habilidades do paciente.

Escreva dez palavras que comecem com a inicial do seu sobrenome.

Veja exercício de exemplo

Nome da paciente: Ana Serrano

Palavras de exemplo que começam com ‘s’: Sopa, Sofá, Sol, Serpente, Símbolo, Solteiro, Suspenso, Socorro.

Quando o paciente realizar o exercício corretamente, pode-se pedir que encontre palavras que comecem com a segunda letra do seu sobrenome, a terceira, a quarta… e assim sucessivamente.

Leitura de texto, no qual o paciente terá que memorizar datas e cidades.

Veja exercício de exemplo

Os princípios do século XIX foram dominados pelas consequências da Revolução Francesa e das guerras napoleônicas. Apesar de Napoleão ter sido derrotado em 1815 e a monarquia Bourbon ter sido restaurada na França, muitos países europeus foram transformados por 25 anos de conflito.

Estados como Prússia, Áustria e os Países Baixos ampliaram seus territórios pelo Acordo de Paz de 1815; por outro lado, a Polônia foi dissolvida nesse processo de consolidação dos países.

Os levantes nacionais foram acompanhados por um forte sentimento de nacionalismo em muitas nações, que foi fomentado pelas ideias do Iluminismo espalhadas por toda a Europa com as conquistas de Napoleão.

Nas décadas que se seguiram à Paz de 1815, muitos países europeus foram abalados por conflitos sociais, já que a população tentou fazer valer seus direitos contra os governantes autocráticos em seus respectivos países. Isso produziu o que o historiador Eric Hobsbawm chamou de Era das Revoluções, ou seja, as tensões entre as nações frequentemente entraram em erupção, ocorrendo convulsões políticas em grande escala, como as revoluções na França em 1830 e 1848.

Observe esta imagem por um minuto, agora feche os olhos e nomeie os objetos que lembrar e tente recordar a imagem.

Veja exercício de exemplo

Terapia ocupacional

Responda a certas perguntas sobre sua pessoa e vida cotidiana.

Veja exercício de exemplo

Nome de familiares (filhos, pais, avós, amigos, etc.)

Ano e local de nascimento

Cidade e país onde você mora

Qual foi sua última viagem no verão?

Que dia é hoje, mês e ano?

Resumo do que fez na semana.

Veja exercício de exemplo

Peça ao paciente que, para cada dia da semana, faça um pequeno resumo de todas as situações que realizou dia após dia. E, se houver algum dia especial entre eles, que descreva o motivo (aniversário, reuniões, feriados, etc.).

Organização de letras para a formação de palavras.

Veja exercício de exemplo

Alanej Rrochoca Celiticba Vache
Lapra Rolvi Glérioo Dortapumco
Zadmaie Nalaje Dracuado Feelonte
Açroaç Tanmanha Golâprema Torebalob

Se precisar de informações sobre o NeuroAiD II, pode preencher este formulário de contato.

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